domingo, 7 de agosto de 2011

Gírias Afro-Brasileiras (Parte 01)

ORISA META META


Comumente ouvimos pessoas que fazem parte de religiões afro-brasileiras, utilizarem termos que não encontram significado no idioma inerente às mais diversas culturas de Orisa, Vodun e/ou Nkisse.

Uma das mais comuns é a expressão “meta-meta”.

Atribuem a essa expressão, basicamente três significados: Orisa meta-meta seria aquele que é metade alguma coisa e metade outra alguma coisa, formando, então um terceiro elemento. Exemplo 1: Osún Opara = metade Osún, metade Ogun; Exemplo 2: Oyá Onira = metade Oyá, metade Osún.

O segundo significado atribuído é aquele em que afirma que um Orisa seria metade aboro e metade iyagbá. Exemplo 3: Logun Edé: seria meta meta, por ser a junção de Osún com Osossi, chegando alguns a colocar o coitadinho vestido metade de homem, metade mulher!

A terceira e última vertente mais conhecida é aquela que afirma que meta-meta é aquele Orisa que é seis meses macho, seis meses fêmea. Essa versão é geralmente utilizada para Osumarè,Logun Edé e Osaniyn...

Bom... meta, em Yorubá possui como significado a palavra “três”. Não tem relação com a palavra metade, ou meio...

É certo também, que a principal característica da cultura afro e afro-brasileira é a sua transmissão baseada na oralidade.

Mas a coerência é necessidade básica.

Não há possibilidade de um ancestral ser meio alguma coisa. Não há possibilidade de fusão de dois ancestrais para a formação de um terceiro. E sinceramente, não acredito que alguém ainda pense na possibilidade de um ancestral ser meio macho, meio fêmea...

Nenhum comentário:

Postar um comentário